segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pausa (2)

Ainda sobre a "pausa",

Nobre leitor,

Já que estou mudando de editora, estou aproveitando para fazer uma reformulação no livro.
A trama básica, assim como 80% do texto original, permanecem. Porém, a nova versão terá várias melhorias, vindas a partir dos feedbacks que já tive.

Exemplo: as passagens mais "paradas", com muita investigação interna serão modificadas. Essa é apenas uma das mudanças.

Abraço,

Marcel T.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Pausa

Nobre leitor,

Só estou escrevendo este post para avisar sobre minha rescisão com a atual editora de "O Próximo Alvo" (A Bookmakers).

Ela fez um trabalho fantástico com o livro, mas por achar que algumas melhorias poderiam ser feitas, tanto na capa quanto na diagramação do miolo, decidi rescindir.

Como efeito, nas próximas semanas o livro será removido dos catálogos das livrarias.

Aguarde, que em breve trarei mais notícias.

Marcel T.

domingo, 15 de setembro de 2013

Crônica #26 - Transtornópolis


Saiu no Diário Oficial o que já era esperado. O Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa que atrai eventos do mundo todo e está cada vez mais rica e em evidência, vai mudar de nome. Pois é, caro leitor, os poetas terão uma nova fonte de inspiração para homenagear a terra de Tom Jobim. Em vez de três palavras com uma sonoridade que evoca as coisas boas da vida, apenas uma para denotar a vocação para o trabalho: Transtornópolis.

O Rio vive uma febre de obras. É tanta placa onde podemos ler “desculpe o transtorno” (o certo seria “desculpe pelo transtorno”, vide crônica #8) que ficamos só pensando: Uau! Assim que essas obras acabarem, minha vida vai ficar uma beleza! Que cidade chique!

Algumas das obras realmente foram finalizadas. Justiça seja feita. Mas outras... suspeito que só colheremos todos os eventuais frutos mesmo depois da Copa, quando nossa frota de veículos estiver bem maior.

E além das obras, há também os grandes eventos! Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações, Bienal do Livro, Rock in Rio, e mega encontro evangélico em Botafogo são apenas exemplos. Até corrida de avião acontece por aqui. Se eu dissesse que nenhum desses eventos causou transtorno aos moradores, vocês acreditariam? Por favor, digam que não. Só a referida corrida de aviões, por exemplo, deu um verdadeiro nó no trânsito da Zona Sul. Aliás, está cada vez mais difícil desatar os nós. Para fugir desse novelo as pessoas compram o quê? Carros. O problema é que mais carros geram mais nós. Um círculo vicioso.

Há dois dias, peguei um BOM engarrafamento dentro de um ônibus – um frescão, daqueles quase sempre confortáveis. Creio que o engarrafamento tenha sido reflexo do Rock in Rio. Detalhe: eu fiquei lá atrás, onde ele põem uma fileira de cinco assentos, e do meu lado esquerdo havia um homem de proporções generosas. Dormindo. Do meu lado direito havia uma mulher que, de forma similar, tinha bastante sobrepeso. Dormindo também. E para melhorar, a pessoa sentada à minha frente estava com o encosto totalmente reclinado. Senti-me em um compactador de carros velhos. Engarrafamento + desconforto = cenário ideal para uma sexta-feira 13 na futura Transtornópolis.

Mas os moradores têm que entender que a cidade é um sucesso e que os eventos cresceram. Quem não se lembra do secretário de transportes justificando um dia extra de fechamento das ruas do Centro da cidade durante o carnaval com a seguinte frase “as pessoas têm que entender que o carnaval do Rio cresceu” ?

Então é isso. Tenho que entender. Tenho que entender que a cidade recebe cada vez mais eventos que trazem riqueza e movimentam a economia. Só me resta ajudar a decidir como se chamarão os nascidos em Transtornópolis. A prefeitura vai fazer uma consulta popular, e as opções serão:


  1.         Transtornense.
  2.         Transtornado.
  3.         Sortudo.
  4.         Azarado.
  5.         Sentado-e-chorando

E você, caro leitor? Que opção marcaria?

Sem mais para o momento, deixo com vocês o famoso bordão: imagina na Copa!

domingo, 28 de julho de 2013

Link de resenhas atualizado

Acabo de atualizar a lista de resenhas.

Se quiser ler a nova resenha do Mademoiselle Love Books, basta clicar na capa do livro. Esta resenha revela um pouco mais da história, mas não acho que atrapalhe a experiência de leitura.

Abraço,

Marcel T.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

domingo, 21 de julho de 2013

Minha primeira resenha


Escritor de primeira viagem esperando a primeira resenha é que nem mulher grávida: só espera. E a espera, para mim, finalmente terminou.

Lembro-me do filme Ratatouille, onde havia um crítico de gastronomia chamado Anton Ego. Ele era muito severo, difícil de agradar e tinha um senso de humor sombrio. Quando entrava no restaurante, a apreensão de todos era evidente. Os funcionários do estabelecimento observavam cada garfada dele, numa apreensão enorme, buscando nas expressões do rosto pistas que indicassem se o emprego deles estava em jogo ou não, se o futuro do restaurante seria uma catástrofe ou se seria a glória. É como esses funcionários que um escritor de primeira viagem se sente.

Depois de ter enviado dez exemplares do meu livro para dez blogs literários, esperei, e já expliquei como lidei com minhas expectativas no post anterior. Aprendi que não preciso temer as resenhas.  E se surgirem críticas, os profissionais da leitura a farão de modo profissional e respeitoso, sem se deliciarem com ironias, como Anton Ego talvez faria.

Enfim, nobre leitor, saiu a primeira resenha. Felizmente bem positiva.

Vocês podem acessá-la aqui:


E esse blog sorteará um exemplar. Não custa nada tentar, não é?

No meu blog, manterei sempre a lista atualizada de resenhas, acessível através de um clique na imagem da capa do livro. Aliás, neste link estarão sempre as informações mais atualizadas sobre como o livro pode ser adquirido. Os links fornecidos pelo mixliterario são apenas parte dos canais de vendas. Há outros com prazo de entrega melhor.

domingo, 7 de julho de 2013

Crônica #25 - Estão lendo meu livro


Já enviei meu livro para ser resenhado por dez blogs literários, numa ação para divulgá-lo e, ao mesmo tempo, para obter feedback. Atualmente, sei que responsáveis por pelo menos três blogs o estão lendo.
A opinião desses dez, e de outros leitores não tão imparciais (meus amigos e familiares) será como um termômetro, para que eu decida como e quanto investir na divulgação da obra.
Nos últimos dias tenho visitado o site de resenhas skoob.com.br, com alguma frequência e com uma certa apreensão, para verificar o andamento da leitura. O que será que estão achando?
Procuro pistas. Visito os blogs, mas nunca mando email para ninguém perguntando "e aí?". Eu seria um escritor extremamente chato se fizesse isso.
Uma das blogueiras, ao ver que a amiga está lendo "O próximo alvo" perguntou se estava gostando, pois ela mesma estava. Outra blogueira está ainda no início da leitura, na página 53, e diz que está gostando e que espera que a história "engrene logo".
Pensei: talvez a impressão que se tenha é que a história demora para engrenar. Ela está gostando, mas está numa página onde mostrei mais do perfil do protagonista, e onde a investigação principal ainda não começou. Será que deveria ter estruturado o livro de forma diferente? E se ela não gostar? E se nenhuma das blogueiras gostar? O que ela quis dizer exatamente com isso? Talvez a sinopse passe a ideia de que a trama se passa em 24 horas, quando na verdade se passa em alguns dias. E os amigos que compraram o livro? Será que entre eles farão comentários negativos entre si e vão me dizer que "gostaram muito"?

- Calma - Pensei para mim mesmo -, respire.

Não há nada de errado em acompanhar a evolução da leitura dos resenhistas, mas não é saudável perguntar-se a todo tempo o que eles estão achando, imaginando possíveis reações nas resenhas finais (das mais negativas às mais positivas). Nutrir expectativas extremas também não é uma boa. Dificilmente as resenhas sairão como eu imagino, para o bem ou para o mal.

Há alguns dias postei a seguinte imagem no Facebook:



O próprio processo de escrita do livro consistiu em várias falhas seguidas de um sucesso. Foram mais de doze versões do mesmo texto, e quatro anos se passaram desde a ideia inicial até o livro finalizado (claro, hoje em dia eu levaria bem menos tempo para escrever um livro). Cada versão do texto, cada ciclo de escrita foi uma tentativa de se chegar ao melhor texto para aquela trama, de suavizar o texto, de ajustar a cronologia dos acontecimentos, de acertar os diálogos, de eliminar erros gramaticais e vícios de linguagem, etc.
Cada um dos ciclos intermediários foi um fracasso no seu intento individual, pois não gerou o texto final, mas foram eles que resultaram no sucesso, que é o próprio livro publicado.

Acompanho pela internet alguns autores, e vejo que muitos iniciantes não possuem a humildade que é necessária para:
1) Não criar um texto pretensioso para sua capacidade atual de contar histórias.
2) Entender as críticas.
Muitos deles até já começam escrevendo trilogias, o que eu "desrecomendo fortemente" para iniciantes. Imaginem, o autor nem sabe ainda qual será a aceitação do primeiro livro, quanto mais de mais outros dois!
Se o escritor é soberbo, vai ficar furioso ao ouvir as críticas. Achará que não entenderam a sua genialidade. Pode até ficar desesperado, vendo ruir aquele sonho encantado de ser o próximo Paulo Coelho. Mas isso não é uma atitude vencedora.

A realidade é bem diferente. São muito mais altas as chances de o primeiro livro ficar longe de ser um dos mais vendidos (e quando digo longe, quero dizer REALMENTE longe). Então, em vez de me intimidar ou especular sobre as resenhas que estão por vir, um conselho para mim mesmo seria: Não se esqueça da humildade. Aproveite para aprender.
Se o livro foi um sucesso resultante de vários fracassos durante o processo de criação, ele em si é apenas o primeiro passo.
E aqui venho a revelar o motivo de ter escrito o livro. Não o escrevi apenas para depois poder dizer que tive um filho, plantei uma árvore e escrevi um livro. Nada disso. Meu objetivo é virar um escritor em tempo integral. Se não conseguir, morrerei tentando, e isso é o bastante para me tranquilizar. Nesse sentido, cada livro, incluindo o primeiro, será uma tentativa em direção ao sucesso.

Para um primeiro livro, fiz o melhor que pude.
Que venham as críticas, positivas e negativas. Se sinceras, serão todas muitíssimo bem-vindas. Antes de instrumentos de divulgação, tais críticas são feedbacks úteis.
Então, que venham as próximas obras.